quinta-feira, abril 20, 2006

De volta à vida normal

Já passou uma semana...
Estou mais calma, mais tranquila e mais conformada.
Não foi fácil. Diria antes que foi muito, muito difícil... Todo o doloroso processo custou muito a passar e sobretudo a ultrapassar.
Mas descobri que a sabedoria popular tem sempre razão e que "temos mais força do que aquilo que imaginamos".
Ainda me custa muito passear pelos blogs e ver imagens de ecos com bebés e pensar que terei eu feito para que isto me tenha acontecido... Quando eu quero tanto um bebé...
Em Junho volto ao Hospital para saber o resultado do exame que fiz. E para me preparar para uma próxima gravidez... porque a esperança não pode ficar agora pra trás...

sexta-feira, abril 14, 2006

Já estou em casa.
Mas sem forças para escrever ou falar sobre tudo o que aconteceu.
Um pesadelo infelizmente real e dolorosamente sentido.
Virei depois com mais calma falar do que se passou.

Agora estou bem. Só a precisar de descansar.

Obrigada às equipas que me assistiram do HGO. Foram todos excepcionais. Muito queridos comigo. Um bem haja especial à Dra. M.A.R.; à Dra. M.A.; também às Dras. A. e T.A. pelo grande apoio.
Um obrigada muito, muito especial à M. que me deu muita força e deixou o seu serviço para vir calorosamente apertar a minha mão; outro obrigada muito especial ao enfermeiro P. que no meio do meu desgosto e das dores insuportáveis conseguiu fazer-me rir sempre que aparecia. Com profissionais destes a nossa dor é mais suportável. Jamais os esquecerei.
OBRIGADA A TODOS.

(depois farei um post mais extenso para falar de cada um deles...)

Não preciso de agradecer à minha família o enorme apoio e acompanhamento que me deram. Eles sabem que sem eles seria impossível eu ter ficado com o estado de espírito com que estava, apesar de tudo. E de manter a calma.
Obrigada a Deus por me ter feito nascer desta mãe e deste pai que são, sem sombra de dúvidas, do melhor que há no Mundo. A minha mãe nunca me deixou. O meu pai estava de rastos, como nunca o tinha visto... Mas tiveram muita força para me ajudar. E ajudaram muito. Estando sempre comigo. Obrigada também a Deus por me ter dado uma mana como a minha: incansável, positiva, maravilhosa. Esteve sempre também comigo.
São e serão pra sempre os meus melhores amigos.

Um Beijinho de muita força ao R., que também precisa. Foi muito abaixo. Mas agora está bem. E não me deixa fazer nada em casa... o meu amor não estava preparado para isto e está a custar-lhe muito. Mas os beijinhos e o carinho dos últimos dias têm-nos unido ainda mais.

segunda-feira, abril 10, 2006

...

O mundo cai de repente... de um segundo para outro um sorriso é substituído por um desespero louco. Que faço? Que fazemos? Apeteceu-me morrer... é verdade. Não escondo que me senti a pior mulher do mundo. A mãe que queria ser e de repente ia deixar de me poder tornar nela. Assim, de repente. Sem que nada pudesse fazer. Sem escolha possível. Foi uma dor como nunca sentimos. Ambos. Vi nos olhos do R. o espelho dos meus. Uma dor absolutamente visceral. Brutal. Inimaginável. Mas incontornavelmente sentida.
Vai ser uma semana difícil. Mas sei agora que mais conformada. Porque tem mesmo de ser.
Porque um dia espero perceber porque tudo isto teve de acontecer connosco. Um dia mesmo que não tenha uma resposta, terei mais tranquilidade para falar no assunto.
Porque obrigo-me agora a ter esperança em ter outra vida dentro de mim. Feita por nós. BREVEMENTE.
Obrigada à família e aos amigos pelo grande apoio. Pela força. Por ter visto nos vossos olhos que sofreram muito por nós. Por saberem oferecer-nos as palavras certas. Por não dizerem as palavras erradas.
Sem vocês não teria forças para fazer renascer a esperança.