O meu estado de espírito tem andado mesmo em baixo...
Entre amigos mostro-me bem-disposta e sempre com as piadas a que eles já estão habituados.
Felizmente que posso desabafar aqui... aqui é o meu refúgio.
Aqui sei que quem me lê me entende. Aqui sei que posso depositar a minha tristeza, o meu desânimo... porque na "vida real" não quero estar sempre a massacrar os meus amigos com a mesma história... a chorar com as saudades de um bebé que não nasceu... a contar os dias, as semanas que fariam parte da minha gravidez... sei que me pediriam para não pensar nisso, que melhores dias virão e bla, bla, bla. E não é isso que eu preciso de ouvir. Prefiro até que apenas ouçam...
Como posso desligar nem que seja por um dia esta cabecinha que está sempre a pensar no mesmo. Como? Não consigo... não consigo e ponto final. Eu que nunca gostei de ser coitadinha, pelo contrário, sempre fui muito forte com tudo, nunca me queixei por ter uma constipação, detesto lamentar-te... e agora, vejo-me tão desanimada, sempre com vontade de chorar a perda do meu bebé. A maior perda da minha vida.
Acho que no fundo também não quero esquecer esta perda. E não quero que os outros esqueçam. Não quero! Eu tive um bebé dentro de mim e isso ficará para sempre comigo. Não foi um sonho. Foi real.
E arrancarem-mo à força de dentro de mim modificou toda a minha vida. Tal como a vida de uma mãe que tem o seu bebé se modifica. Passei a dar valor a umas coisas e a desvalorizar outras. Mas perdi muita coisa. Perdi a felicidade, a alegria, as gargalhadas intermináveis, a calma que me caracterizava. Pelo sofrimento inesperado ando muito esquecida, distraída, despassarada, desorganizada. Não ganhei nada. E sofro muito em silêncio.
A cada nascimento de bebés cujas mamãs ficaram grávidas quando eu fiquei, fico muito angustiada. Feliz por estarem bem, mas muito deprimida por não poder receber o meu bebé como estava previsto.
E parece que há muito pouca gente preocupada com isso. Se não fosse a minha linda família e o R. não sei que seria de mim.
As minhas amigas virtuais também tês sido uma grande ajuda. Nem imaginam como o meu coração cresce um bocadinho de cada vez que leio uma mensagem vossa. Agradeço-vos tanto...
Antes do acerto, dia 16 de Outubro era a primeira data prevista para o nascimento do meu bebé...
Entre amigos mostro-me bem-disposta e sempre com as piadas a que eles já estão habituados.
Felizmente que posso desabafar aqui... aqui é o meu refúgio.
Aqui sei que quem me lê me entende. Aqui sei que posso depositar a minha tristeza, o meu desânimo... porque na "vida real" não quero estar sempre a massacrar os meus amigos com a mesma história... a chorar com as saudades de um bebé que não nasceu... a contar os dias, as semanas que fariam parte da minha gravidez... sei que me pediriam para não pensar nisso, que melhores dias virão e bla, bla, bla. E não é isso que eu preciso de ouvir. Prefiro até que apenas ouçam...
Como posso desligar nem que seja por um dia esta cabecinha que está sempre a pensar no mesmo. Como? Não consigo... não consigo e ponto final. Eu que nunca gostei de ser coitadinha, pelo contrário, sempre fui muito forte com tudo, nunca me queixei por ter uma constipação, detesto lamentar-te... e agora, vejo-me tão desanimada, sempre com vontade de chorar a perda do meu bebé. A maior perda da minha vida.
Acho que no fundo também não quero esquecer esta perda. E não quero que os outros esqueçam. Não quero! Eu tive um bebé dentro de mim e isso ficará para sempre comigo. Não foi um sonho. Foi real.
E arrancarem-mo à força de dentro de mim modificou toda a minha vida. Tal como a vida de uma mãe que tem o seu bebé se modifica. Passei a dar valor a umas coisas e a desvalorizar outras. Mas perdi muita coisa. Perdi a felicidade, a alegria, as gargalhadas intermináveis, a calma que me caracterizava. Pelo sofrimento inesperado ando muito esquecida, distraída, despassarada, desorganizada. Não ganhei nada. E sofro muito em silêncio.
A cada nascimento de bebés cujas mamãs ficaram grávidas quando eu fiquei, fico muito angustiada. Feliz por estarem bem, mas muito deprimida por não poder receber o meu bebé como estava previsto.
E parece que há muito pouca gente preocupada com isso. Se não fosse a minha linda família e o R. não sei que seria de mim.
As minhas amigas virtuais também tês sido uma grande ajuda. Nem imaginam como o meu coração cresce um bocadinho de cada vez que leio uma mensagem vossa. Agradeço-vos tanto...
Antes do acerto, dia 16 de Outubro era a primeira data prevista para o nascimento do meu bebé...

6 Comments:
Minha querida, enquanto tu, o R. e a tua familia se lembrarem desse bebé, ele nunca será esquecido.
Tens é de ser muito forte para continuares a caminhar em frente.
Um beijo grande!
Miga, não quero que esqueças o que aconteceu, até mesmo, porque isso é impossivel, mas peço apenas que ergas a cabeça e que ganhes um bocadinho mais de animo para continuares a ser sonhadora e para me dares um sobrinho.
beijinhos, temos que nos encontrar.
Não te fui ver por isso mesmo!
Se estivesse no teu lugar não ia gostar...
Mas lembro-me de ti muitas vezes e tenho a certeza que um destes dias vais estar radiante a olhar o futuro com alegria. E aí o passado estará guardado no teu coração, não esquecido, mas adormecido.
Um beijinho muito grande
Olá minha linda... desculpa a minha ausencia.. mas tenho andado pouco pela net... e o pouco que tenho vindo ao computador é para actualizar o meu blog....
Nunca irás esquecer o que se passou... isso é impossível... agora poderás é amainar as coisas com pensamentos positivos... com um planear de outro bebe... e isso atenuar um pouquinho a tua perda... Mas esquecer... nunca irás e ninguém te poderá pedir isso...
Beijinhos
O k se passou não é para ser esquecido mas paar encarar como um experiência de vida.
Doi muito, acredita k eu sei, mas temos mesmo de tentar olhar a vida paar a frente e pensar todods os dias k hoje é um novo dia.
Mutos beijinhos de força.
passei pelo mesmo duas vezes. e pergunto, se deus existe, porque é k deixou k eu passase por isto duas vezes, uma não chegava para tirar todas as lições que, eventualmente, disto poderia tirar.
daqui para a frente é pensar que é possível dar a volta a isto. tanta gente consegue, tu e eu tb conseguiremos ... e kem sabe um dia nao faremos parte daquele grupo de bloggers que postam com alegria tudo sobre os seus bebes
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