Mano
É difícil escrever este post sem um nó na garganta... mas acho que é a melhor altura para o fazer.
Não acho que te vá perder, mas a ideia de afastamento perturba-me. Enfraquece-me. Não consigo evitar as lágrimas... Sinto-me triste e impotente, não pela ideia de perda. Porque acho que não te vou perder. Mas pela ideia de desmembramento. Tal como uma árvore que vai crescendo, mas que perde um dos seus principais ramos... é assim que sinto que vai ficar a nossa vida... o meu coração não te perderá concerteza... jamais me trairia nesse sentido. Sei muito bem o que sente e adivinho o que sentirá por ti para sempre...és e serás um ponto de referência para mim, pelo teu bom-senso, sentido de humor apuradíssimo, sempre com a palavra certa e reconfortante. Mais do que isso. És e serás para sempre o meu mano. Que amo como se tivesses nascido da minha mãe.
Os amigos podem-no ser para sempre, mas os irmãos são-no desde sempre. Não precisam de ser do mesmo sangue. Basta que o sangue de um e de outro fervilhe com a mesma intensidade quando estão juntos. Com o mesmo amor. Com o mesmo sentido de união.
Nunca duvides daquilo que sinto por ti.
Afinal, só haverá afastamento se quisermos. Sempre vivemos em casas diferentes e não foi isso que criou alguma barreira entre nós. Não tenhas medo de perder o conceito de família. Esse conceito nós é que o construímos. E tu és da minha família. PONTO. Porque da minha família é quem eu quero. Quem eu gosto. Quem me faz sentir bem. Quem me faz rir alto de satisfação. Quem me acompanha quando estou triste. Quem me estende sempre o braço quando não me apetece lutar. Quem me respeita. Quem me ama. Quem eu amo. E tu és tudo isso. Muito mais que isso.
Formalmente a árvore vai perder um dos seus ramos mais importantes... mas o meu coração sairá intacto.
O teu vai frágil. Eu sei. Mas pode ir com a certeza de que leva muito do meu.
(Não penses que te vais ver livre de mim! Quando é que podemos marcar um jantar?)

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home