sexta-feira, dezembro 23, 2005

O Natal pra mim

Eu não ligo nada ao Natal. A este Natal que se vive actualmente. Acho que este consumismo desenfreado não tem cabimento nenhum. Nenhum mesmo. Só gosto de receber prendas da família mesmo chegada (pais, manos, marido). E gosto porque eles fazem questão de me dar, acompanhadas de um beijinho. Das outras pessoas prefiro não receber nada, até porque a malta não anda a nadar em dinheiro e isto da troca de prendas tem muito que se lhe diga. Ou é porque a não sei quantas não gostou da prenda x, ou é porque achamos que o amigo xpto não vai gostar da prenda y... E o Natal não é isto. O Natal é o convívio em família. Podemos sim dar uma lembrança, mas esta coisa de se reclamar as prendas é algo que me faz imensa confusão.
Hoje um amigo meu deixou uma prenda colectiva para todos os amigos que frequentam assiduamente a loja.
Um postal de Natal. Mas um postal muito especial. Vinha com uma carta.
O postal é de boas festas. A carta é dedicada a todos nós. Onde ele caracteriza cada um de nós. Com as nossas qualidades mas também com o que ele menos gosta em nós. Linda. A melhor prenda de Natal. Sem dúvida. Despida de qualquer pretensão. Escrita porque simplesmente gosta de nós.
Isto sim é o Natal. Se o Natal fosse assim para toda a gente eu amava o Natal.

Obrigada R.
É tão bom dar e receber um abraço apertado quando estamos os dois muito muito tristes...

sexta-feira, dezembro 16, 2005

A noite das gajas

O jantar das meninas foi uma loucura. A prenda que me calhou foi o costume. A mais feia de todas. Mas isso era o menos importante. E acabei o jantar a oferecê-la a uma das meninas do jantar.
Sangria à descrição, caipirinha (sim, no singular porque só tinhamos direito a uma), mas eu bebi duas porque uma das gajas/meninas não quis.
Muita carninha boa, banana frita às carradas.
Às tantas tinhamos 3 empregados à nossa volta, cada um com uma parte do corpo do porco ou vaca no espeto (devidamente assadas na brasa obviamente). Eu virei-me p'ra um e disse: "Olhe, pra mim só quero maminha na manteiga, picanha de alho ou fraldinha. Ele arregalou os olhos e com sotaque brasileiro disse "humm, sabe o que é bom a menina, muito bem!"
A nossa mesa parecia um estábulo, só não cheirava mal. Uma das meninas mais divertidas da noite até despiu a camisola à mesa e ficou em soutien... É que o calor era muito e a gola alta que ela levava já não na deixava respirar.
Foi só rir. Dançámos música pimba brasileira (que eu adoro eh eh) e até tivémos direito a fazer coreografias quando o senhor que cantava se lembrou de nos oferecer a "boooooooommmmmbaaaaa". Sensual, um movimento muy sexy... Ai desculpem já me estava a deixar ir. Agarrem-me senão as minhas mãos largam o teclado e piscam pra dentro e pra fora a "bomba".
As quatro que entretanto ficaram seguiram a noite para o RS, primeiro bar, depois Klub.
Fomos de Mercedes cinza prata. Bebemos à pala (é fixe quando a ex-namorada de um amigo trabalha no bar mais frequentado aqui da margem sul), encontrámos alguns amigos (claro) e dancámos, dancámos, dancámos... de copito na mão à la gaijas do sexo e a cidade...
No regresso ainda fui buscar o meu smart que tinha ficado no centro sul, fui levar uma menina a casa e entrei de mansinho para não acordar o gajo. Mas não havia gajo para acordar, porque ele estava refastelado no puff a ver um filme. Acordado. E com cara de poucos amigos.

sábado, dezembro 10, 2005

Picanha à nossa espera

Hoje é noite de rodízio. E caipirinhas. Hummm.
Marquei mesa através de cunha de um amigo. Se assim não fosse não teríamos lugar. Lotação esgotadíssima. A malta quer é "cortir" e "buber" à grande e para isso há sempre dinheiro.
Jantar de gajas. Poucas, mas espero que divertidas. Marquei com preço "por cabeça". 25 Euritos com sangria e caipirinha (nham, nham). Uma disse logo que não gostava de caipirinha, se podiam retirar do menu dela porque assim ficava mais barato... esquisitices. Não gosta, não bebe. Alguém (moi, por exemplo) há-de beber. Não se estraga.
Amanhã faço o relato do jantarito. Ah e revelo a prendinha que entretanto me vai calhar. Sim, porque jantarito a 10 de Dezembro tem direito a troca de prendas (apesar do nosso não ser um jantar de Natal. É um jantar de gajas porque nos apetece.)

Vou vestir as minhas calcitas de ganga que acabaram agora mesmo de secar na máquina.

É impressão minha ou hoje tou com tendência para escrever as palavritas com diminutivo??

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Pai Natal pendurado

Tal qual o Euro 2004 com as bandeiritas nas janelas dos tugas, chegou o Natal que, à semelhança da edicão de 2004, espalhou pais-natais pelas janelas de quem, de quem?? Dos tugas.
E agora pergunto eu? Não é suposto que os meninos e meninas acreditem que o Pai Natal desce pela chaminé na noite de 24 para 25 de Dezembro? Ficarão as crianças a pensar que o desgraçado além de percorrer um caminho de milhares e milhares de kilómetros ao frio com as renas quase a congelar, ainda tenha de galgar os prédios e ficar mais de um mês em cada janelinha agarrado a um escadotezinho de pano ou, em alguns casos ainda mais graves, sem sequer a ajuda do dito escadote? Pior ainda, quando tem de carregar com as renas às costas porque as gajas não arranjaram sitio para ficar. E depois é renas e prendas para segurar com uma mão porque se for com as duas o senhor cai e era uma vez um pai Natal. Para não falar das dores nas costas que o velhote já não aguenta.
Apesar de o Pai Natal ter arranjado uma solução que me pareceu inteligente e de se ter clonado para poder estar em muitas janelas ao mesmo tempo, o esforço não compensa e já ouvi dizer que essa cena de não ir dirtectamente para as chaminés só na noite de 24 e andar pendurado nas janelas à chuva e ao frio, vai valer uma substituição por scolaris em ponto pequenino com barretes vermelhos na cabeça. Assim como assim o que interessa mesmo é o barrete vermelho com o pompom branco na ponta para ficarmos felizes por estarmos todos unidos por esta grande causa que é o Natal.
Também não tenho de me preocupar com a desmistificação do conceito "Natal" porque os putos de agora já são tão stressados que não aguentam esperar pela meia-noite para que o Pai-Natal lhes traga os presentes. Já sabem que vão receber o jogo para a playstation que viram na Fnac, por isso assim que acabam de jantar arrancam o papel de embrulho à bruta e toca a enfiar o cd no dito aparelho. Por isso, tanto lhes dá que o Pai-Natal desça pela chaminé, como "atire" o jogo pela janela. Sim porque continuo a achar que muitas crianças ainda acreditam no Pai-Natal. Se muitos adultos durante o resto do ano acreditam porque não hão-de as crianças acreditar no Pai-Natal em Dezembro?
Agora não acho bem que sujeitem o senhor a estas andanças das janelas, só porque disseram que os portugueses eram muito unidos aquando do Euro. É que o Pai-Natal já não é nenhum menino para andar aí ao frio tanto tempo.
Oh Valha-me Deus!!

De volta

Há muito que não parava para escrever umas linhas por aqui.
Têm surgido alguns problemas profissionais que não me deixam a cabeça livre para estar aqui a soltar as minhas emoções, os meus pensamentos.
Mas hoje, apesar da cabeça ainda estar envolta em inúmeras preocupações, decidi voltar.
E isto das decisões orientadas pelo coração têm de ser seguidas à risca.
Não pensem que abandonei este cantinho, mas há coisas que não posso expôr aqui, tenho de reservar às linhas íntimas de um livrinho que é só meu. Daí a minha ausência.
Mas estou de regresso.

Porque continuo a ser sonhadora.