sexta-feira, março 24, 2006

Ponto de situação às 10 semaninhas e 2 dias

Parece que já não tenho tanto sono.
Já consigo ver um filme em 2/3 vezes, coisa que aqui há cerca de 1 semana e tal demorava 7 noites. Portanto, parece que o soninho já não é tanto... ainda bem porque passava o dia a abrir a boca, que é como quem diz a bocejar...lol.
De noite continuo a não dormir tranquilamente. Mexo-me muito, sonho exageradamente e chego a ter, por vezes, alguns pesadelos. Será que isto é da gravidez?? É que antes eu dormia tão ferrada e agora não consigo ter uma noite seguida de sono. Acordo inúmeras vezes a meio da noite sem explicação. Além disso também sinto um calor terrível. Normalmente durmo de
t-shirt e meias, mas a meio da noite tenho de atirar as meias para o chão porque não aguento o calor nos pés. No inverno costumava dormir toda "encasacada", com as meias por cima das calças do pijama e tudo, para nem um bocadinho de pele entrar sequer em contacto com os lençós outrora frios para o meu corpo. Agora, nem pensar!!
Esta noite apeteceu-me estrear um pijaminha lindo que a minha mãe me comprou, com a camisolinha verde alfaçe e as calças com riscas horizontais de várias cores. Mas o modelito durou escassos minutos no meu corpo. Comecei por tirar as meias e as calças, claro está, porque os calores começam-me sempre pelos pés. E depois, como estou habituada às t-shirts, que são de manga curta, é lógico que tive um calor doido com a camisolinha verde alface do pijama. Resultado, por volta das 6 da manhã estava só de cuequinhas e ainda a transpirar. Ai estas hormonas!
De resto sinto-me muito bem, nada de enjoos, nem problemas com cheiros, nem desejos. Nada! Aliás, o R. diz que eu tenho desejos porque hoje às 3 da manhã pedi-lhe se ele me ia buscar uma fatiazinha de queijo. Mas isso pra mim não é um desejo. Estava era com fome e comecei a pensar naquilo que havia na cozinha. Dentro da disponibilidade alimentícia espalhada entre o frigorífico e o armário dispenseiro, apeteceu-me uma fatiazinha de queijo. Apenas e só. E era algo que eu tinha em casa. Não lhe pedi camarões grelhados, nem banana fa-si e muito menos bavaroise de morango!! Se bem que se tivesse lá, também marchava... Mas não, pedi apenas e só uma fatiazinha de queijo. E ele acha isso um desejo?! Está muito mal habituado o meu menino. Acho que vou ter de começar a pedir algo como melância (eh eh) ou lagosta suada (ainda mais que eu quando dispo a camisola a meio da noite!) E aí sempre quero ver o que é que ele diz e faz!!

quinta-feira, março 23, 2006

Já disse que hoje estou feliz?

Estou feliz sim.
Porque o bebé parece estar bem.
Ontem fui à médica mostrar as análises e tive uma surpresa fantástica. Ouvi o coração do meu bebé. É um som que jamais irei esquecer. Foi a grande confirmação. A grande alegria da minha vida.
Comigo também está tudo óptimo, só engordei 1 kilinho, as análises estão boas. E sou imune à toxoplasmose.
Daqui para a frente serei de certeza ainda mais feliz.

Hoje estou feliz!

Sinto-me muito bem hoje.
É com muita alegria que recebo de novo o Mateus. Para quem não sabe, o Mateus é o meu gato, que apanhei há mais de 2 anos na rua, abandonado. Trouxe-o para a loja e ele nunca mais nos largou. Só que como ex-abandonado que é, o Mateus é do mais vadio que pode haver e como está à solta na loja (é lógico, a porta da loja tem de estar aberta - é uma loja... lol), anda o dia todo a passear, ora pela rua, ora pelas outra lojas. Toda a gente aqui conhece e adora o Mateus.
No 1º verão do Mateus connosco, a coisa não foi fácil. Fomos de férias em Agosto e os meus pais ofereceram-se para vir dar de comer ao Mateus e deixá-lo passear um bocadinho. Resultado: ao fim do 3.º dia de passeios, o Mateus não regressou à loja... a minha mãe não me queria dizer nada, para não me estragar as férias. Mas telefonou-me a perguntar se eu sabia os sítios que ele costumava "frequentar" para ir procurá-lo, porque já eram 9 e tal da noite e ele nada. Eu disse-lhe que era costume, que às vezes tinhamos de voltar depois de jantar porque só lá p'rás 10 e tal é q ele aparecia. Os meus pais lá foram jantar e voltaram depois. Mas esperaram, esperaram, esperaram... e por volta da meia-noite, o meu telefone toca:
- Filha, o Mateus ainda não apareceu... (fez-se silêncio)
-...
- Será que alguém o apanhou?
- Se calhar ele ficou fechado em alguma loja mãe... Vão pra casa, que ele amanhã de manhã deve aparecer à porta da loja pra comer. Vão, a sério, já perderam aí o dia todo... ele se calhar sentiu a minha falta, pensa que o abandonei...
- Então amanhã a mãe vem logo de manhã aqui procurá-lo. Deve mesmo estar fechado em algum lado.
- Tá bem mãe. Obrigada.
-...
E desliguei o telefone. Com um enorme nó na garganta.
O Mateus nunca tinha passado uma noite fora desde que o tinha apanhado. E já lá íam quase 10 meses...
Chorei compulsivamente. Chorei tanto, que acabei por adormecer agarrada ao telemóvel com uma esperança infundada de que a meio da noite "alguém" me telefonasse a dizer que tinha encontrado o Mateus. Mas no dia seguinte ele ainda não tinha aparecido.
Passou 1 dia, 2, 3, 4 e nada. Durante esse tempo, a minha mãe e o meu pai não fizeram mais nada senão procurar o Mateus. Toda a gente das lojas já sabia do seu desaparecimento. Até que ao 5.º dia de buscas, uma senhora de uma loja de contabilidade perto da minha loja, foi ter com a minha mãe que enquanto esperava ía dando uma varridela no chão.
- Olhe, ali num prédio onde nós fazemos administração de condomínios, tá um papelinho que diz que se encontrou um gato com uma coleirinha vermelha. Eu passei lá agora, e tirei o telefone. Deve ser o Mateus.
A minha mãe ligou de imediato. A sra. explicou-lhe onde era o prédio e eles lá foram.
ERA O MATEUS.
Assim que chegou à loja com o Mateus nos braços, a minha mãe ligou-me:
- Filha, já apareceu o Mateus!!
- Então, souberam onde é q ele estava?
- Sim, entrou num prédio, foi para a porta de uma senhora que tinha uma gata. Só que a gata assanhou-se e não o deixou entrar em casa. Então ele foi ficando à porta da senhora e ela com pena dele deu-lhe água e comida na escada do prédio. João, ela disse-me que se a gata não se tivesse assanhado, tinha ficado com o Mateus... mas agora tá tudo bem. Ele já está aqui na loja.
Pois é, o Mateus tinha-se apaixonado. Mas como capado que é, era escusado tentar alguma coisa, tinha de se ficar pelos beijinhos. Mas nem isso a gata com mau-feitio quis. Ainda bem.
PORQUE O MATEUS É MEU.
Depois disso o Mateus não voltou a desaparecer por tanto tempo. Mas começou a passar algumas noites fora de casa. Conformei-me com isso.
Mas esta semana que passou, ele esteve demasiadas noites fora. E nós tomámos uma decisão.
O Mateus vai pra casa connosco. Até porque eu sou imune à toxoplasmose e o contacto com ele já não se torna tão perigoso. E eu tenho medo que alguém fique mesmo com ele.
Agora o Mateus está aqui na cadeira ao lado da minha. Tá farto de olhar pra mim e de me cheirar. Acho que teve saudades minhas. Eu vou agora pra casa com a Matilde e o Rui vai mais daqui a pouco e leva o Mateus. Tou muito feliz por isso. Gosto muito do Mateus.
Vou pra casa preparar a recepção do gato mais vadio de Santa Marta. Mas que vai deixar de ser.
A noite hoje não vai ser fácil. Porque a Matilde e o Mateus não são propriamente amigos. Mas vão ter de se habituar a viver no mesmo espaço.
Um dia mostro-vos o Mateus, para quem ainda não conhece.

terça-feira, março 14, 2006

Pensamentos (2)

Apesar da pouca vontade que tenho em lutar por alguma coisa, apesar de certos problemas laborais se acentuarem, apesar de não ver um caminho límpido a aproximar-se... apesar de tudo isto, dentro de mim uma vida para além da minha obriga-me a acreditar. Acredito que tenho de agradecer essa benção. Porque apesar de tudo o milagre da natureza supera as dificuldades que se atravessam em catadupa.