Hoje estou feliz!
Sinto-me muito bem hoje.
É com muita alegria que recebo de novo o Mateus. Para quem não sabe, o Mateus é o meu gato, que apanhei há mais de 2 anos na rua, abandonado. Trouxe-o para a loja e ele nunca mais nos largou. Só que como ex-abandonado que é, o Mateus é do mais vadio que pode haver e como está à solta na loja (é lógico, a porta da loja tem de estar aberta - é uma loja... lol), anda o dia todo a passear, ora pela rua, ora pelas outra lojas. Toda a gente aqui conhece e adora o Mateus.
No 1º verão do Mateus connosco, a coisa não foi fácil. Fomos de férias em Agosto e os meus pais ofereceram-se para vir dar de comer ao Mateus e deixá-lo passear um bocadinho. Resultado: ao fim do 3.º dia de passeios, o Mateus não regressou à loja... a minha mãe não me queria dizer nada, para não me estragar as férias. Mas telefonou-me a perguntar se eu sabia os sítios que ele costumava "frequentar" para ir procurá-lo, porque já eram 9 e tal da noite e ele nada. Eu disse-lhe que era costume, que às vezes tinhamos de voltar depois de jantar porque só lá p'rás 10 e tal é q ele aparecia. Os meus pais lá foram jantar e voltaram depois. Mas esperaram, esperaram, esperaram... e por volta da meia-noite, o meu telefone toca:
- Filha, o Mateus ainda não apareceu... (fez-se silêncio)
-...
- Será que alguém o apanhou?
- Se calhar ele ficou fechado em alguma loja mãe... Vão pra casa, que ele amanhã de manhã deve aparecer à porta da loja pra comer. Vão, a sério, já perderam aí o dia todo... ele se calhar sentiu a minha falta, pensa que o abandonei...
- Então amanhã a mãe vem logo de manhã aqui procurá-lo. Deve mesmo estar fechado em algum lado.
- Tá bem mãe. Obrigada.
-...
E desliguei o telefone. Com um enorme nó na garganta.
O Mateus nunca tinha passado uma noite fora desde que o tinha apanhado. E já lá íam quase 10 meses...
Chorei compulsivamente. Chorei tanto, que acabei por adormecer agarrada ao telemóvel com uma esperança infundada de que a meio da noite "alguém" me telefonasse a dizer que tinha encontrado o Mateus. Mas no dia seguinte ele ainda não tinha aparecido.
É com muita alegria que recebo de novo o Mateus. Para quem não sabe, o Mateus é o meu gato, que apanhei há mais de 2 anos na rua, abandonado. Trouxe-o para a loja e ele nunca mais nos largou. Só que como ex-abandonado que é, o Mateus é do mais vadio que pode haver e como está à solta na loja (é lógico, a porta da loja tem de estar aberta - é uma loja... lol), anda o dia todo a passear, ora pela rua, ora pelas outra lojas. Toda a gente aqui conhece e adora o Mateus.
No 1º verão do Mateus connosco, a coisa não foi fácil. Fomos de férias em Agosto e os meus pais ofereceram-se para vir dar de comer ao Mateus e deixá-lo passear um bocadinho. Resultado: ao fim do 3.º dia de passeios, o Mateus não regressou à loja... a minha mãe não me queria dizer nada, para não me estragar as férias. Mas telefonou-me a perguntar se eu sabia os sítios que ele costumava "frequentar" para ir procurá-lo, porque já eram 9 e tal da noite e ele nada. Eu disse-lhe que era costume, que às vezes tinhamos de voltar depois de jantar porque só lá p'rás 10 e tal é q ele aparecia. Os meus pais lá foram jantar e voltaram depois. Mas esperaram, esperaram, esperaram... e por volta da meia-noite, o meu telefone toca:
- Filha, o Mateus ainda não apareceu... (fez-se silêncio)
-...
- Será que alguém o apanhou?
- Se calhar ele ficou fechado em alguma loja mãe... Vão pra casa, que ele amanhã de manhã deve aparecer à porta da loja pra comer. Vão, a sério, já perderam aí o dia todo... ele se calhar sentiu a minha falta, pensa que o abandonei...
- Então amanhã a mãe vem logo de manhã aqui procurá-lo. Deve mesmo estar fechado em algum lado.
- Tá bem mãe. Obrigada.
-...
E desliguei o telefone. Com um enorme nó na garganta.
O Mateus nunca tinha passado uma noite fora desde que o tinha apanhado. E já lá íam quase 10 meses...
Chorei compulsivamente. Chorei tanto, que acabei por adormecer agarrada ao telemóvel com uma esperança infundada de que a meio da noite "alguém" me telefonasse a dizer que tinha encontrado o Mateus. Mas no dia seguinte ele ainda não tinha aparecido.
Passou 1 dia, 2, 3, 4 e nada. Durante esse tempo, a minha mãe e o meu pai não fizeram mais nada senão procurar o Mateus. Toda a gente das lojas já sabia do seu desaparecimento. Até que ao 5.º dia de buscas, uma senhora de uma loja de contabilidade perto da minha loja, foi ter com a minha mãe que enquanto esperava ía dando uma varridela no chão.
- Olhe, ali num prédio onde nós fazemos administração de condomínios, tá um papelinho que diz que se encontrou um gato com uma coleirinha vermelha. Eu passei lá agora, e tirei o telefone. Deve ser o Mateus.
A minha mãe ligou de imediato. A sra. explicou-lhe onde era o prédio e eles lá foram.
ERA O MATEUS.
Assim que chegou à loja com o Mateus nos braços, a minha mãe ligou-me:
- Filha, já apareceu o Mateus!!
- Então, souberam onde é q ele estava?
- Sim, entrou num prédio, foi para a porta de uma senhora que tinha uma gata. Só que a gata assanhou-se e não o deixou entrar em casa. Então ele foi ficando à porta da senhora e ela com pena dele deu-lhe água e comida na escada do prédio. João, ela disse-me que se a gata não se tivesse assanhado, tinha ficado com o Mateus... mas agora tá tudo bem. Ele já está aqui na loja.
Pois é, o Mateus tinha-se apaixonado. Mas como capado que é, era escusado tentar alguma coisa, tinha de se ficar pelos beijinhos. Mas nem isso a gata com mau-feitio quis. Ainda bem.
PORQUE O MATEUS É MEU.
Depois disso o Mateus não voltou a desaparecer por tanto tempo. Mas começou a passar algumas noites fora de casa. Conformei-me com isso.
Mas esta semana que passou, ele esteve demasiadas noites fora. E nós tomámos uma decisão.
O Mateus vai pra casa connosco. Até porque eu sou imune à toxoplasmose e o contacto com ele já não se torna tão perigoso. E eu tenho medo que alguém fique mesmo com ele.
Agora o Mateus está aqui na cadeira ao lado da minha. Tá farto de olhar pra mim e de me cheirar. Acho que teve saudades minhas. Eu vou agora pra casa com a Matilde e o Rui vai mais daqui a pouco e leva o Mateus. Tou muito feliz por isso. Gosto muito do Mateus.
Vou pra casa preparar a recepção do gato mais vadio de Santa Marta. Mas que vai deixar de ser.
A noite hoje não vai ser fácil. Porque a Matilde e o Mateus não são propriamente amigos. Mas vão ter de se habituar a viver no mesmo espaço.
Um dia mostro-vos o Mateus, para quem ainda não conhece.

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